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Portaria remota: é possível reduzir custos sem comprometer a segurança?

O sistema de portaria remota (ou virtual) é uma alternativa cada vez mais utilizada em condomínios que buscam reduzir custos operacionais, principalmente com folha de pagamento de funcionários, sem comprometer a segurança. Em evento na sede do Secovi-SP, dia 16/7, especialistas explicaram como funciona esse sistema e esclareceram quais são os principais cuidados e benefícios da portaria remota.

Mais de 200 pessoas, entre síndicos e funcionários de administradoras, estiveram no evento, que contou com a participação especialistas na área; como debatedores, e a mediação de Sérgio Meira de Castro Neto, diretor de Condomínios da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP.

Logo no início dos debates, Meira questionou se realmente a portaria remota é segura para os condomínios. Para Emerson Silvério, gerente da Intelbrás, a portaria remota tem tudo para ser mais segura, se for feita de maneira adequada com o dimensionamento correto dos equipamentos e prestação de serviços condizente com as necessidades do condomínio. “Cada morador vai se sentir responsável por quem vai colocar para dentro do condomínio”, disse o especialista.

Outra dúvida levantada por Meira foi com relação ao contrato. “Há basicamente três tipos de contrato. Quando é compra direta dos equipamentos, o condomínio deve se focar no impacto disso nas suas contas e também no tempo de retorno do investimento. Quando se tratar de locação ou comodato, a principal pergunta deve ser como ficarão os equipamentos no final do período do contrato”, destacou Leandro Mageli.

Cuidados – “A realização da assembleia com pauta específica para deliberar o assunto com os condôminos é fundamental”, indicou o diretor do Secovi-SP. Para Walter, a apresentação da ata da assembleia em que foi aprovada a contratação do serviço é condição essencial.

“Dividir com toda a comunidade essa decisão e essa responsabilidade é fundamental”, reiterou Uvo, aconselhando que o síndico visite a sede da empresa a ser contratada e alguns clientes já atendidos por ela.

Outro cuidado importante é com relação à internet. Segundo os especialistas, o condomínio precisa fornecer no minimo dois links de internet – a “alma” do serviço de portaria remota. “Quando a internet cair às 2 horas da madrugada, não adianta a empresa ligar para o síndico. Não é ele quem deve cuidar desse problema. Essa responsabilidade deve ser da empresa, contratualmente”, opina Uvo.

Emerson Silvério, da Intelbrás, disse que cada empresa presta serviços de uma forma diferente e é importante que o síndico saiba explorar esse ‘cardápio de opções’ do mercado e ver o que é melhor para o seu condomínio.

Segundo ele, há tecnologia disponível para liberar a entrada de pessoas no condomínio de diversas formas: senha, tag, biometria, QR Code e até reconhecimento facial. “É importante que o síndico olhe para o seu condomínio e entenda o que mais se adapta às necessidades do local”, ressaltou Silvério. 

Emergências - “Problemas que bloqueiem o acesso ao condomínio, como portões, interfones, câmeras da área externa, têm previsão contratual de até quatro horas de resposta”, explica Walter Uvo.

Além de destacar uma equipe para o condomínio no momento do chamado, a comunicação com a comunidade em questão também é importante, diz Uvo. “Mandar um mensagem pelo celular, um whatsapp para os moradores avisando, ajuda a minimizar o desconforto da situação.”

A migração da portaria presencial para a remota requer uma mudança de cultura e de hábitos.  “O condomínio ganha em economia, mas o morador perde um pouco de conforto, pois sabe que não é mais em qualquer horário que haverá um funcionário para receber e encaminhar o que chega no condomínio”, ponderou Sergio Meira.

Para o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara, o assunto ainda deve gerar muitas dúvidas. "A portaria remota é uma tendência irreversível", afirmou. Além dos aspectos tecnológicos, ele chamou a atenção para a questão da segurança. "É importante a disciplina dos moradores e usuários, pois o volume de pessoas entrando e saindo ao mesmo tempo pode comprometer diretamente a segurança."

Os especialistas ainda esclareceram sobre os procedimentos de cada empresa no caso de falta de energia no condomínio, entrega de encomendas e comparecimento de oficial de justiça, entre outras questões levantadas pela plateia durante o evento, que foi coordenado por Paulo Romani, integrante da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP. 

F https://www.secovi.com.br/noticias/portaria-remota-e-possivel-reduzir-custos-sem-comprometer-a-seguranca/13731